A Módulo Central nasceu em 2012, em uma sala compartilhada na Vila Madalena, com a hipótese de que o software corporativo brasileiro era frequentemente vendido antes de ser compreendido. Não havia má fé nessa prática — havia pressa. A pressa virou padrão, e o padrão produziu uma geração inteira de sistemas que ninguém realmente queria operar.
Decidimos trabalhar de outro modo. Lemos os processos antes de propor ferramentas. Conversamos com quem opera o sistema dezesseis horas por dia, e não apenas com quem o aprova em comitê. Escrevemos código que pode ser mantido por uma equipe diferente daquela que o escreveu, porque sabemos que equipes mudam e o negócio segue.
O resultado, depois de quatorze anos, é um portfólio de plataformas que continuam em produção depois que os contratos terminam — algumas há mais de uma década. Para nós, esse é o indicador que importa. Tecnologia que sobrevive ao entusiasmo inicial e segue prestando serviço.
Esta edição reúne quatro capítulos do nosso trabalho atual. Boa leitura.